A obra de Cecelia Ahern
- 15 de out. de 2016
- 5 min de leitura

Comecei escrevendo essa resenha para falar de um livro de Cecelia Ahern e travei um monte de vezes. Não sabia sobre qual escrever, começava com um e apagava, achando que o outro fosse melhor. Por isso, resolvi mudar um pouquinho o perfil do blog e em vez de falar de um livro, resolvi falar de uma autora e vários livros da mesma.Cecelia Ahern ficou conhecida principalmente por meio do seu livro “P.S. I love you”, que ́uma gracinha mas que não mostra um décimo do que essa autora é capaz. Exatamente por isso resolvi escrever 10 razoes para você ler os livros de Cecelia Ahern. Aqui vou falar de alguns livros dela e linkar para os mesmos, o.k.?
Breve Sinopse- Cecelia Ahern é uma escritora irlandesa que alcançou grande sucesso com seus romances, que já ultrapassaram a marca de seis milhões de vendas e foram traduzidos em mais de 45 línguas. Aos vinte e um anos, seu primeiro romance, PS. Eu Te Amo, tornou-se o bestseller mais vendido na Irlanda (por 19 semanas), Reino Unido, EUA, Alemanha e Holanda. O livro foi adaptado para o cinema, numa produção dirigida por Richard LaGravenese. Seu segundo livro, Onde Terminam os Arco-íris foi o vencedor do CORINE Award alemão. Apesar de todo o sucesso, ela faz questão de se envolver em questões sociais, escrevendo contos em livros editados por organizações beneficentes sem fins lucrativos.
As dez coisas que eu mais amo nos livros de Cecelia Ahern:
1-Meu primeiro encontro com Cecelia Ahern foi com “Aqui é o melhor lugar”. Não tinha lido nada dela, nem “P.S. I love you”, quando sem querer acabei conhecendo esse livro que tinha um título doido em alemão e uma capa estranha, além de uma história maluca: pessoas e objetos desparecidos não ficam perdidos para sempre, eles existem num lugar mágico chamado “Aqui”. Fui lendo e me apaixonei porque a história era tao louca que eu sofri por não ter sido eu a pessoa que teve essa ideia – o “beleléu” existe, gente!
2-Li uma resenha sobre “Aqui é o melhor lugar” em que a resenhista acha que Cecelia se perdeu (junto com as meias, canetas e pessoas que foram para “Aqui”) no meio da estória. Eu interpretei “Aqui” como uma dimensão paralela, um lugar dentro de nós.... Eu cheguei a acreditar que todos os personagens em “Aqui” estavam mortos (alguns deles também acham) e viviam uma espécie de purgatório. Amei!
3- Outro livro que me fez chorar de raiva por não eu mesma não tê-lo escrito foi “Se você me visse agora”. Nele, Elizabeth Egan é bem-sucedida mas não tem tempo para amigos e muito menos para a imaginação fértil do sobrinho Luke que, aos seis anos, acaba de conhecer Ivan, um amigo imaginário. Para resumir a estória, Elizabeth acaba conhecendo e se apaixonando pelo amigo imaginário do sobrinho!!!!! Pensa numa trama mais doida que essa! Eu simplesmente amei a história, porque mostra que quando o coração dobra a razão somos imediatamente compelidos a questionar a sanidade mental do indivíduo. Esse livro me deixou saudade, terminei de ler com vontade de ler e reler muitas vezes.
4- Eu fico pensando se existe um termo para definir o estilo de Cecelia Ahern, pois fantasia é muito abrangente. Em suas obras tudo é real e normal, até que um fato anormal, sem explicação e mágico acontece e te deixa com cara de bobo. Como no livro “O Presente”, onde o tempo é muito (!) relativo para um alto executivo ganha uma segunda chance no natal – aí você pensa que se trata de mais uma versão de “Os fantasmas de Scrooge” mas se engana no finzinho, pois não é uma nova vida está em jogo, mas sim.... Ah, não vou fazer spoiler, mas o que posso dizer é que o livro é um soco no estômago, pois nem Cecelia Ahern consegue mudar o destino quando colhemos aquilo que plantamos. Amei, amei, amei.
5- A escrita de Cecelia Ahern é envolvente, digo sempre que é feita por e para mulheres, mas não é nada melosa ou cheia de clichês. Ela é uma autora jovem que sabe muito bem o que está fazendo, já li livros dela com um perfil de 18 a 25 e outros com o perfil de mais de 30.... Mas que misturam aqui e ali ingredientes que agradam a todas as idades. São sonhos, medos, sentimentos pertinentes a todas faixas etárias.
6- Como em “A lista”. Sou jornalista e essa história me levou lá para os idos de antigamente quando ainda queria escrever a matéria perfeita. Nesse livro, uma jornalista que cometeu um grande erro na carreira e está desacreditada recebe de sua melhor amiga no leito de morte um pedido irrecusável: que escreva uma matéria a partir de seu último projeto, lacrado dentro de um envelope. Qual a sua surpresa ao ver que no envelope não há mais nada que nomes de pessoas que aparentemente não tem nenhuma conexão uma com a outra. A jornalista se envolve então nas vidas e destinos de muitas pessoas, descobrindo por fim que o elo entre todas as pessoas é maior e mais forte que imaginamos. Uma doce lição de vida, tocante e profundo.
7- Outro livro sem mágica ou fantasia nenhuma, nem mesmo romance, que a-do-rei foi “O ano em que te conheci”. Uma estória de amizade improvável, entre duas pessoas imperfeitas e chatas. No fim, você se identifica tanto com as imperfeiçoes dos dois que até torce para que fiquem juntos. Mas como disse é uma história de amizade, e de como lidar com grandes problemas na vida quando não há mais jeito. Por exemplo, cuidando de um jardim, quando você é um zero à esquerda em jardinagem. Sério, gente, depois desse livro eu comecei a trabalhar no meu jardim.
8-Nossa, eu poderia falar de tantos livros de Cecelia! Não é uma autora que vai fazer com que o regime totalitário de algum país se transforme ou que a Coréia do Norte vire uma democracia, mas a leitura vai mudar você, por que ela escreve com o coração. Se não, ela disfarça muito bem. E tem uma grande assessoria. De qualquer forma, em média leio um livro dela em dois dias. Os
que achei mais “chatinhos” no começo li em uma semana. É uma leitura agradável, com garantia de contentamento, principalmente para quem quer relaxar, esquecer os problemas do dia a dia e mergulhar em uma outra realidade.
9- Ai, os pontos estão acabando e não falei de todos os livros que adoro! Por exemplo “O Livro do Amanhã”, onde uma adolescente tem seu mundo de cabeça para baixo e ela precisa trocar sua confortável vida da metrópole por uma cidadezinha do interior e encontra um livro que se autoescreve e prediz o próximo dia. Muito envolvente, e mais para o público dos 18-25. Ou “A Vez da Minha Vida”, onde Lucy Silchester recebe vários convites e íntima coes para se encontrar com sua vida. Depois de relutar e se recusar muitas vezes, ela finalmente o encontra (sua vida é um homem) e se decepciona. Ele é malvestido, tem mau hálito e péssima aparência. Ela percebe que suas melhoras no campo social e pessoal influenciam diretamente na aparência física do representante da sua vida. Fantástico.
10. Pois é, o que eu posso dizer é que essa é uma autora da qual vale a pena ter vários livros na estante, real ou virtual. Como disse, o mais conhecido não representa um décimo dela. Invista em seus livros como em chocolates que você esconde na gaveta ou aspirina para dias de dor de cabeça. Vale a pena!

















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