Quando Saturno Voltar, Laura Conrado
- 25 de abr. de 2016
- 2 min de leitura

Breve sinopse: "Déborah Zolini é uma jornalista sonhadora e fã de Pablo Neruda que trabalha como assessora de imprensa de um clube de futebol da segunda divisão e namora o médico Sérgio há quatro anos. Ela faz planos de construir uma vida a dois, arrumar um emprego melhor e correr atrás de desejos que ainda não realizou. Só que a vida, ou as estrelas, guardam algumas surpresas para ela..."
As dez coisas que amei nesse livro foram...
1. É difícil escolher o que mais gostei no livro da Laura, mas se puder apontar algo que ficou, foi isso: eu ri! E ri bastante para um livro que eu não comprei esperando rir.
2. A Laura escreve bem, e sempre que alguém escreve assim tão bem eu tenho vontade de pegar o telefone, bater um fio pra casa do autor e dizer: obrigada. Obrigada por você existir, sei que não está fazendo mais que o seu trabalho, mas você fez. Mais. Você é a prova de que nossa literatura tem futuro. Obrigada novamente.
3. O emprego da Débora é um barato, e as confusões na qual ela se mete por causa dele são um pano de fundo delicioso para as aventuras e desventuras amorosas.
4. Não amei o par romântico da Débora. Amei a Débora, mas o cara não me conquistou. Gostei no entanto do noivo dela (o que as estrelas reservam para ele)
5. A capa. A capa é linda. E no dia que encontrei a autora na Bienal ela estava vestida com um vestido daquela cor. Quando ficar famosa vou vestir uma roupa da cor da capa do meu livro ;)
6. Neruda. As passagens são belíssimas, dão uma certa classe (?) ao livro, e despertou em mim uma vontade de conhecer mais o autor.
7. A lição no final, sejamos nós mulheres independentes ou não, é linda. É sobre o maior amor do mundo, e o mais importante deles, por ser aquele o mais difícil ser conquistado.
8. O livro nos leva para o Chile, e parecemos mesmo estar por ali, passeando junto com protagonista.
9. Kátia Flávia. (E a família do dono do clube). Impagáveis.
10. Misturar os prenúncios de um planeta distante com as linhas do destino é uma das minhas temáticas favoritas. Mas a Laura vai além, e questiona a previsibilidade de um destino escrito nas estrelas mostrando com todas as letras que quando queremos viver sob nossos próprios princípios, precisamos tomar a caneta nas mãos e escrever nós mesmos nossa história. Recomendo.

















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